Porque é que uma ação climática imperfeita é melhor do que uma inação perfeita?
Quando ficamos presos a criticar os nossos próprios sacos de compras ou copos de café, a atenção desvia-se de questões sistémicas como a dependência dos combustíveis fósseis, a responsabilidade corporativa e a política ambiental. A culpa instala-se e, de repente, a sustentabilidade parece menos uma esperança e mais um fracasso. A culpa destrói o movimento ambientalista em vez de o fortalecer.
Contudo, a verdade é que a sustentabilidade nunca teve de ser perfeita. O verdadeiro progresso ambiental sempre resultou de ações coletivas e imperfeitas, não da perfeição individual.
Ao longo dos anos, também a Hospwork tem vindo a atuar sobre a sua responsabilidade ambiental através de algumas ações e hábitos imperfeitos:
- Reutilização de caixas e materiais para embalamento de encomendas
- Utilização de contentores reutilizáveis de alta resistência para transporte de produtos de frio
- Incentivo a pedidos de encomendas para reposição semanal em alternativa a pedidos frequentes avulso de valor muito reduzido
A mudança real e duradoura não começa com a perfeição, mas sim com a participação. As pequenas ações imperfeitas que conseguimos manter ao longo do tempo são importantes porque criam hábitos, consciência e confiança.
A ação cria impulso, e o impulso alimenta movimentos.
A história confirma isto. As grandes vitórias ambientais aconteceram através de mudanças culturais graduais, de uma defesa persistente e de ação coletiva.
As dinâmicas ambientais eficazes vão ao encontro das pessoas onde elas estão e no contexto em que se encontram. Cria caminhos para a ação, e por consequência, um público empenhado a pressionar a mudança dos sistemas.
A crise climática não vai ser resolvida por um punhado de indivíduos perfeitamente sustentáveis. Será enfrentada por milhões de pessoas que tomam, em conjunto, medidas imperfeitas, mas significativas.
(A partir do artigo: “Why Imperfect Climate Action Is Better Than Perfect Inaction” - www.earthday.org / Ilustração inspirada na obra “Basho Musume” – Artista Desconhecido, Coleção de postais Ehagaki Sekai, 1907-09)